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O X do problema.

Diante do cenário de guerra entre direita e esquerda no Brasil, somos todos vítimas de um sistema que é o gerador dessa briga e aqui vamos analisar o problema com uma lupa afim de enxergarmos mais de perto e visualizarmos assim a possibilidade de solução.


Carro esportivo que faz parte do imaginário de milhões de pessoas.


Imaginemos uma sociedade onde não haja grandes discrepâncias entre os indivíduos, uma sociedade onde itens fundamentais como água, comida e casa própria, seja uma realidade pra todo mundo, uma sociedade gerida de tal forma que entenda uma empresa não como uma forma de enriquecimento individual, mas um negócio que contribui para a sustentabilidade da sociedade.



Nada é perfeito no mundo, há dificuldades em tudo, mas algumas sociedades evoluíram suficientemente a servirem de exemplo sobre como podemos atingir esse objetivo também.


O capitalismo selvagem, (em alusão a música da banda Titãs que dizia: "homem primata, capitalismo selvagem..."), é a pedra filosofal da desarmonia entre os povos. Em uma sociedade onde o estado trabalha para o bem comum, (e não esse modelo aplicado no Brasil onde o cidadão trabalha para o bem comum dos governantes), o dinheiro, que é fruto dos impostos, é investido no bem estar da população, sem discrepâncias, sem essas deficiências que se apresentam no nosso país. No rio de janeiro por exemplo, a simples passagem por um túnel evidencia uma grande diferença entre uma cidade rica e próspera, de uma cidade em guerra e destruída em todos os sentidos.


O Capitalismo é o centro dessa conversa, porque ele é a causa dessa discrepância, uma vez que no imaginário fez os cidadãos que formam a sociedade, deixarem ela de lado e acreditarem que uma pessoa é melhor do que a outra por possuí-lo ou não, por ter a capacidade de guardá-lo mais do que os outros e principalmente, por apenas no imaginário das pessoas, transformar aquele que possui o capital em um homem mais poderoso.


O poder é algo que é sustentado apenas pelo imaginário daqueles que se sentem inferiores e uma vez que esse imaginário é mudado, aquele que detinha o poder, deixa de tê-lo.


O capital e as posses são utilizados como instrumentos de poder, uma vez que atraem aqueles que se sentem inferiores e os transforma em soldados, diante da possibilidade de sustentarem o capital daquele que garante a sua sobrevivência, esse é o jogo jogado por aqueles que detém o capital.


Uma simples mudança de paradigma poderia causar também uma ruptura nesse sistema capitalista. A compreensão da sociedade de que o capital só se sustenta através do trabalho e que esse trabalho, não pode ser realizado por aquele que detém esse "poder imaginário", quebraria o sistema, e por isso é tão importante que as ferramentas utilizadas, (para que aqueles que estão na base da pirâmide capitalista continuem com o mesmo padrão de pensamento), continuem o seu trabalho de apaziguamento que até hoje foi muito bem sucedido, sendo a igreja e as forças armadas, os instrumentos de controle mais eficazes. A educação, por outro lado, é o instrumento libertador, que seria capaz de unir as pessoas em pensamento e fazê-las entender que o ganho da sociedade é mais importante do que o ganho de uma pequena classe de pessoas, porém, ela também é utilizada como um instrumento apaziguamento da sociedade, com o objetivo de manter o capital sob a custódia de uns poucos enquanto a sociedade guerreia pelas migalhas que restam.


Do ponto em que estamos hoje é difícil até pensar que a nossa sociedade poderia se desenvolver dessa forma, uma vez que as nossas referências estão focadas sempre naquelas sociedades que aparecem por causa do capital, e não naquelas que se destacam pela paz de seu povo e pelo bem estar comum.


O capitalismo é talvez o grande mal a ser combatido sob a possibilidade de vivermos em uma sociedade em harmonia, onde os políticos trabalhem ferozmente com o objetivo de transbordar a felicidade do povo brasileiro e não o contrário, nesse modelo desgastado e que nos deixa cada vez menores, diante daqueles que detém o poder através do imaginário daqueles que realmente seriam os seus donos, caso esse padrão de pensamento fosse mudado.



 
 
 

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